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PROBLEMAS SEXUAIS


O sexo é um dos maiores prazeres que se pode experimentar, é fundamental ao bem-estar físico, mental e emocional. Por outro lado, os problemas sexuais constituem os sofrimentos mais íntimos, justamente por ainda haver muita vergonha em se abordar o tema.


A maioria das pessoas convive com problemas sexuais sem se darem conta de que os possuem. Pensam que não há solução ou que é assim mesmo. Talvez dêem pouca importância ou simplesmente fogem do problema por ter vergonha de enfrentá-lo.
 

Culpa, medo, insegurança, vergonha, ansiedade e insatisfação quando presentes no ato sexual (antes, durante e após) revelam a presença de um transtorno sexual, direta ou indiretamente. A sexualidade é algo natural e jamais deveria causar quaisquer dos sentimentos acima. Se acontece é porque a pessoa tem conflitos internos, conscientes ou inconscientes.
 

Tratando os conflitos internos a pessoa alcança uma plenitude sexual, com muito mais prazer e satisfação. O que traz consigo mais saúde, bem estar, auto estima e auto confiança. Os relacionamentos afetivos e conjugais se tornam mais cheios de amor, vida e cumplicidade. O estado de humor melhora e a pessoa se sente muito mais feliz e realizada. 
 

O que a maioria das pessoas desconhece, e que é de fundamental importância é que existem três tipos de sexualidade: a infra-sexualidade, a sexualidade e a supra-sexualidade.
 

Infra-sexualidade: é a sexualidade que está abaixo dos parâmetros da “normalidade”, do saudável. Neste grupo estão as pessoas portadoras de Frigidez ou Desejo Sexual Hipoativo (não sente desejo sexual e muitas vezes não sente nenhuma excitação ou prazer), Anorgasmia (não consegue ter orgasmo), Dispareunia (dor na relação sexual), Aversão Sexual, Vaginismo (contração involuntária dos músculos perineais que impedem a penetração), Impotência (não tem ereção), ejaculação precoce (ejacula em menos de 5 minutos), Parafilias ou Perversões (fantasias ou desejos sexuais estimulantes e persistentes relacionadas com objetos não humanos; ou com humilhação de si mesmo ou de parceiros; e com crianças ou pessoas que não estão consentindo com o ato sexual).

Entre as Parafilias estão o Fetichismo (quando o prazer consiste em amar não à pessoa, mas a uma parte dela ou um objeto de seu uso), Zoofilia (prática de sexo com animais), Sadomasoquismo (quando a satisfação erótica advém da prática de maus tratos físicos e/ou morais infligidos ao parceiro sexual e a si mesmo), Pedofilia (sexo com pré-púberes), Voyeurismo (prazer em espiar pessoas nuas ou tendo sexo sem estas perceberem). Os transtornos de Identidade de Gênero (homossexualismo, travestismo, trans-sexualismo, etc) só são considerados neste grupo se houver insatisfação, culpa e ansiedade.
 

Sexualidade Normal: é considerada como normal a sexualidade que não apresenta os transtornos da infra-sexualidade e da média comum da população. Esta média, no entanto, oscila conforme a idade, condição física, constituição hereditária etc. No que se refere à potência orgástica, baseando-se nas pesquisas de Reich (1987), a maioria das pessoas consideradas normais encontram-se abaixo da normalidade por não atingirem uma plenitude orgástica, e com isso desenvolvem quadros de estase sexual com prevalência de sintomas simpaticotônicos, angústia e neuroses. Isto se deve às inibições absorvidas por influências culturais, familiares e religiosas que colocam em conflito a naturalidade do prazer.
 

Supra-sexualidade: é a condição acima da sexualidade normal em que a prática da sexualidade ganha uma dimensão distinta do convencional. Nela o indivíduo pratica a sexualidade com sacralidade, transcendendo o prazer carnal (exclusivamente corpóreo) para experimentar um prazer espiritual (além da corporidade e da racionalidade). O orgasmo deixa de ser circunscrito à região genital, para espalhar-se por todo o corpo. Experimenta-se um estado de êxtase inefável, uma vivência de prazer supremo sem comparativos com a sexualidade comum. Além disso, a supra-sexualidade traz muitos benefícios à saúde, revigorando e rejuvenescendo todo o organismo.
O tratamento básico para os problemas sexuais é a psicoterapia, pois mesmo que haja uma deficiência funcional (que deve ser tratada por um especialista), ainda assim, a terapia é de importância fundamental para que o indivíduo aprenda a lidar com a situação de ansiedade e insegurança já instalados.
Em especial, as abordagens psicanalíticas, reichianas e bioenergéticas (psicoterapia corporal) trazem resultados mais rápidos e eficazes. As abordagens de supra-sexualidade, como o Tantra, Sahaja Maithuna e Kundalini Yoga além de ajudarem nos problemas sexuais, conduzem a um estado de bem estar e deleite supremos.