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METALOTERAPIA


 

METALOTERAPIA

 

O uso de metais na terapia tem suas raízes na antiguidade.  Os antigos utilizavam-se, sobretudo, de metais preciosos como o ouro e a prata.  Os arqueólogos acreditam que a beleza de ouro, prata e bronze foram primeiramente usadas pelos homens para protegê-los de doenças e maus espíritos. 

Eles usavam os metais de duas maneiras diferentes, a saber: 1) internamente, de uma forma pura em pó ou uma película fina, ou uma composição complexa de preparações à base de plantas e gorduras animais; 2) exteriormente, aplicavam pedaços de metal afixados no corpo do paciente e os locais afetados pela doença.

Os médicos da antiguidade usavam o ouro com o intuito de induzir suas propriedades de nobreza humana, brilho, beleza, perseverança e firmeza diante das influências externas; e a prata para desinfetar, cuja propriedade foi percebida por um longo tempo.

As antigas obras médicas (Aristóteles, Hipócrates) relatam o uso de pedaços de cobre no tratamento de contusões, feridas, doenças de pele, cólera, uma cinta de chumbo para aliviar a dor do parto, grandes pedaços de chumbo sobre tumores e inchaço. Hipócrates usava o cobre para o tratamento de amigdalite; Empédocles (século V AC) médico grego e filósofo, usava sapatos de bronze.

No Tratado de Medicina Bizantina, no século XI, recomenda-se beber água em um recipiente de cobre onde foi colocado um pedaço de ferro o cobre para problemas de baço, e sais de ouro para o tratamento da lepra, doenças venéreas e tuberculose. Na Síria são dadas pulseiras de cobre aos recém-nascidos para protegê-los de raquitismo e convulsões.

Em Paris, o Dr. Burg, durante a epidemia de cólera de 1853-1854 e 1865-1866, tratou os pacientes, usando o cobre. Na Europa, durante as epidemias é costume usar utensílios de prata.

Na homeopatia há também muitos métodos de tratamento que contem metais e sais.

Também encontramos seu uso na Medicina Oriental. Na Acupuntura utilizam-se agulhas de ouro para tonificar, prata para sedar, e cobre para harmonizar.

Em um tratado de medicina tibetana são descritas preparações de 25 pedras e metais preciosos.

Na atualidade, nas cidades da Índia e Nepal preparam uma folha de prata muito fina, que formam pílulas contra a artrite.

Na China confeccionam bolas de prata, que são muito úteis contra dores de cabeça, tosse, coriza e remove rapidamente o odor de álcool.

Embora a Metaloterapia remonte a antiguidade, existem poucos estudos sérios na atualidade. De acordo com as investigações na atualidade, o efeito da terapia pode ser explicado em parte pelo fato de que o contato do metal com a pele forma uma corrente elétrica.

Recentemente foi demonstrado que, colocando um pedaço de cobre, ouro, zinco ou chumbo, sobre a pele humana ocorre uma mudança no potencial elétrico da pele naquele local. Ao utilizar a prata e o estanho, os potenciais são invertidos: a corrente flui a partir da pele para o metal. Aplicando um pedaço de metal sobre os pontos ativos ou nos canais de suas projeções ou nos pontos reflexógenos podais ou nas mãos pode remover o excesso de energia órgãos.

O interesse pela metaloterapia tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Entre as recomendações, incluem o uso de jóias de prata contra hipertensão; jóias de ouro para arritmias cardíacas e melhorar o humor; cremes e banhos com ouro, para revitalização e rejuvenescimento; ferro em solução aquosa para aumentar a potência dos homens e das mulheres; tecidos confeccionados com fios de cobre para aliviar dores artríticas e reumáticas; pulseiras com titânio para remover o estresse; etc.

A seguir estudaremos as propriedades e indicações dos metais que fazem parte da composição do Biodisco.

Ouro – De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa tem efeitos tonificantes, prolonga a vida e trata as intoxicações. Há algumas décadas a medicina alopática tem usado injeções de ouro no tratamento do reumatismo, e na homeopatia existem várias formulações com sais de ouro que são empregados em diversas enfermidades, tais como: Aurum sulphuricum, para a paralisia agitante, doença de Parkinson.

Aurum arsenicum, para anemia e clorose, aortite, pneumonia.

Aurum bromatum, para dores de cabeça neurastênicas, pesadelos, doenças vasculares.

Aurum muriaticum, para leucorréia amarela, esclerose múltipla, degeneração do sistema nervoso, verrugas na língua e nos genitais, hemorragias uterinas climatéricas, câncer, sinusite.

Aurum kali natrium, para endurecimento do útero.

Aurum iodatum, para arteriosclerose, doença vascular, otite, cistos ovarianos, paralisia senil.

Aurum muriaticum natronatum, especialmente eficaz no tratamento de tumores uterinos.

Nos tratamentos com metaloterapia o ouro é indicado para arteriosclerose e pressão alta, esfrega-se a área do coração com um pequeno pedaço de ouro, duas vezes por dia, durante oito dias; para perda do sentido de equilíbrio, esfrega-se a coluna vertebral com ouro, duas vezes por dia, durante doze dias; para hérnia: esfregue com ouro, duas vezes por dia, o local onde houve a ruptura; para laringite, esfregue-se o pescoço com ouro, duas vezes por dia; para paralisia: esfrega-se com ouro, o pescoço, a testa e a coluna vertebral, duas vezes por dia. Promove a alegria, autoconhecimento, autoconfiança e vigor.

 

Prata – Ao longo dos séculos, a prata tem sido considerada com propriedades sedativas, calmantes, desinfetantes, revigorantes, especialmente o fortalecimento do coração. Pessoas com depósitos de prata na pele raramente sofrem de doenças infecciosas. A aplicação de nitrato de prata para eliminar verrugas é bem tradicional. Um anel de prata no dedo mindinho da mão esquerda trata as doenças cardíacas e reduz a pressão arterial, no dedo indicador, normaliza a atividade intestinal e elimina rugas. Em metaloterapia, a prata é indicada para pleurisia, esfregando-se prata no peito; diabetes, epilepsia e gastrite, onde toma-se água de prata.

 

Cobre - O cobre participa em diversos processos metabólicos e tem um papel ativo na formação do sangue e assimilação de vitaminas, tais como P6 e C. Em Metaloterapia, é indicado para prevenção de doenças infecciosas, remover processos inflamatórios, aliviar a dor, acelera a maturação de abscessos e estimula as capacidades de defesa do organismo. Beneficia e estimula o sistema cardiovascular. O tratamento com cobre que utiliza a aplicação de uma película de cobre vermelho alivia infarto (esta película se obtém aquecendo o cobre por 10 minutos e resfriando). Ao aplicar sobre a pele em forma de sais ou o metal em si, tem uma ação bactericida local; os sais de cobre que são formados em contato com a pele, são muito tóxicos para as bactérias, para a cólera e para alguns vírus. O efeito bacteriológico do cobre é amplamente usado para esterilizar a água, para tratar a inflamação da boca e dos olhos. Os discos de cobre promovem o aumento da atividade dos leucócitos, acelerando os processos curativos. Relata-se que a aplicação de pratos de cobre em uma inflamação pulmonar, com febre alta, ocorre a normalização até a manhã seguinte. Colocam-se peças de cobre em sapatos ou meias para evitar trombo flebite; no pescoço para traqueobronquite; na frente e atrás da orelha no tratamento de diabetes. O cobre está sendo empregado para tratar fraturas ósseas, hematomas e abscessos. As chapas de cobre têm ação antiinflamatória e alivia dores. Existem recomendações para o uso da metaloterapia destinados principalmente para a dor causada por tumores benignos, como mastopatia ou miomas. Ao aplicar as peças de cobre para acalmar o sistema nervoso, o sono melhora e combate-se a insônia naturalmente. Ao aplicar discos de cobre sobre áreas dolorosas (fronte, têmporas, a coroa da cabeça) por 15-20 minutos alivia as dores de cabeça. Ao aplicar discos de cobre sobre locais dolorosos, que são fixados na pele com um adesivo por um período de três a 20 dias, os resultados surgem geralmente entre seis horas e três dias. Usa-se o cobre para tratar osteoporose, deitando-se sobre uma esteira de discos de cobre por cerca de meia hora durante 10 a 15 dias, ou aplicar os discos de cobre com adesivo nos espaços intervertebrais, e deixar por 2 dias, removendo-os e lavando o local em seguida, repetindo esse procedimento 10 a 15 vezes. Deve-se tomar cuidado para não usar cobre em demasia, pois podem ocorrer intoxicações, cujos sintomas são vômitos, cãibras e fraqueza geral. A falta de cobre no organismo pode levar a doenças graves, como a doença de Wilson e tuberculose da pele, e há fortes evidências de que a falta de cobre no organismo está associada à Esclerose Múltipla. Para contusões: esfregue a área afetada, duas vezes ao dia, com um pedaço de cobre. Para enfisema: com um pedaço de cobre (ou de níquel) ou com água que conteve o metal, esfregue o peito durante três minutos duas vezes ao dia, durante doze dias. Para gripe: esfregue a testa com cobre, duas vezes ao dia. Para palpitações: deixe cinco gramas de cobre dentro de um copo com água; beba metade do líquido antes da refeição principal e outra metade depois. Para hérnia: esfregue com cobre a área onde ocorreu a ruptura, duas vezes ao dia durante 25 dias. Para nevralgia: duas vezes ao dia, durante quatro dias, esfregue com cobre a área dolorida. Para escarlatina: esfregue a região do coração com cobre duas vezes ao dia, durante cinco dias. Para uremia: esfregue a região da bexiga com cobre, duas vezes ao dia. O Cobre promove a coragem.

Conforme o distúrbio a ser tratado é possível uma alternância de metais: nos casos de radiculite, aço e cobre são indicados; em caso de dor intensa, alternam-se prata e cobre; nos casos de miosite - aço e cobre; no caso de síndromes de origem neurológicas - prata e aço; em casos de artrite, prata e aço.

Ferro: Na metaloterapia, o ferro é usado para tratar a anemia e a clorose, porque carrega consigo o pigmento vermelho existente no sangue. Para uso externo, tome um pedaço de ferro ou aço e esfregue-o sobre a pele da região afetada. A cólica, por exemplo, é tratada esfregando-se o abdômen duas vezes por dia, diariamente. Para a retenção da urina, faça massagens na área da bexiga. Para meningite, esfregue um pedaço de ferro sobre a cabeça três vezes no primeiro dia, e nos dias subseqüentes use água de cal. Para um cisto, mantenha um pedaço de ferro mergulhado em água durante 12 horas e esfregue o cisto com a água três vezes por dia. Na homeopatia, o Ferrum fos D12 é usado para anemia e debilidade geral; o Ferrum metallicum, em casos de hipersensibilidade; o Ferrum magneticum, para dores no pescoço e flatulência; o Ferrum iodatum, para escrofulose; e o Feram picrinicum, para males degenerativos dos órgãos do corpo. O ferro nos faz desejar ação e nos dá a capacidade de realizar

O uso do Biodisco enquanto metaloterapia tem demonstrado que os princípios acima são eficazes. Não foram testadas todas as possibilidades acima descritas, mas no que concerne ao alívio da dor, melhora da circulação, melhora do sono, cólicas menstruais, entre outros, os resultados confirmam tais aplicações. O que nos leva a crer que o Biodisco pode servir para todas as indicações referidas  pela metaloterapia.